Os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra do Partido CHEGA, intensificaram nas últimas semanas a sua ação fiscalizadora junto do Governo, denunciando o que classificam como um estado de “emergência declarada” e de “abandono estrutural” em diversos setores vitais para o Distrito de Coimbra.
Através de uma série de perguntas regimentais dirigidas a vários ministérios. Os Deputados (Paulo Seco e Eliseu Neves) exigem medidas urgentes para os seguintes problemas críticos:
a) Colapso na Saúde e na Ação Social: Altas Sociais: O partido alerta para a situação crítica na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, onde doentes com alta clínica permanecem internados por falta de vagas em estruturas de retaguarda, gerando custos financeiros incomportáveis e bloqueando camas para cirurgias programadas.
b) Fraude no CHUC: Foi exigido o apuramento de responsabilidades políticas e administrativas após o Supremo Tribunal de Justiça confirmar um esquema de fraude no transporte de doentes nos CHUC, que lesou o Estado em milhares de euros durante mais de uma década.
c) Crise na Justiça: Défice de Procuradores: Os deputados denunciam uma “rutura estrutural” no Ministério Público de Coimbra, que apresenta uma carência de 26 procuradores, resultando numa carga processual humanamente impossível de 1.800 inquéritos por magistrado.
d) Degradação dos Tribunais: Foram pedidas obras urgentes de reparação nos Palácios de Justiça de Arganil, Condeixa-a-Nova, Oliveira do Hospital, Lousã, Montemor-o-Velho e Soure, gravemente afetados pela Tempestade Kristin.
e) Emergência nas Infraestruturas e Segurança: Rede Rodoviária: Exige-se a reabertura imediata de mais de 50 vias que permanecem cortadas ou condicionadas no distrito desde a Tempestade Kristin, com destaque para a EN 110 (Coimbra-Penacova) e a EN 342 (Soure-Arganil), onde a inércia do Governo está a isolar populações e a prejudicar estudantes e trabalhadores.
f) Segurança Pública: Face à escalada de criminalidade e furtos em Cantanhede, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, o partido exige o reforço imediato de efetivos e patrulhamento da GNR.
g) Abandono do Setor Agrícola: Terras de Sicó e Apicultura: Os deputados questionaram o Ministério da Agricultura sobre a falta de estratégia para a zona vitivinícola das Terras de Sicó e a demora nos apoios aos apicultores fustigados pelos incêndios de 2025 e pelas intempéries de 2026, que causaram perdas superiores a 50% em algumas zonas. O Partido CHEGA de Coimbra reafirma o seu compromisso de não dar tréguas a este Governo enquanto o distrito continuar a ser tratado como uma “prioridade zero”, exigindo que as promessas de celeridade e investimento público passem das palavras aos atos.